Fluconazol – Bula Zoltec – Fluconazol

 Bula ZOLTEC – fluconazol: Indicações, contra-indicações, cuidados, uso em situações especiais, superdosagem, posologia, efeitos colaterais do ZOLTEC – fluconazolAs informações abaixo estão contidas na bula do ZOLTEC – fluconazol  e têm a intenção de informar e educar. Estas informações não devem ser usadas de forma alguma em substituição às orientações médicas ou como recomendação de tratamento. As indicações para o tratamento com ZOLTEC – fluconazol devem ser feitas por um profissional médico.

 

Zoltec® 150 mg

 

Princípio ativo
fluconazol
Nome comercial: Zoltec®
Nome genérico: fluconazol
Formas farmacêuticas: cápsulas
Via de administração: ORAL
Apresentações registradas: Zoltec® 150 mg em embalagens contendo 1 ou 2 cápsulas.

USO ADULTO


Composição
Cada cápsula de Zoltec® 150 mg contém o equivalente a 150 mg de fluconazol.
Excipientes: lactose, amido de milho, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio e
laurilsulfato de sódio

POSOLOGIA DO ZOLTEC – FLUCONAZOL

Cada cápsula de Zoltec® 150 mg contém o equivalente a 150 mg de fluconazol.

Para dermatomicoses, incluindo tinha do corpo, do pé, crural e infecções por Candida, deve
ser administrada 1 dose oral única semanal de Zoltec® 150 mg (fluconazol). A duração do
tratamento geralmente é de 2 a 4 semanas, mas nos casos de Tinea pedis poderá ser
necessário um tratamento de até 6 semanas.
Para tinha ungueal (onicomicoses), é recomendada 1 dose única semanal de Zoltec® 150
mg. O tratamento deve ser continuado até que a unha infectada seja totalmente substituída
pelo crescimento. A substituição das unhas das mãos pode levar de 3 a 6 meses e a dos
pés de 6 a 12 meses. Entretanto, a velocidade de crescimento das unhas está sujeita a uma
grande variação individual e de acordo com a idade. Após um tratamento eficaz de longa
duração de infecções crônicas, as unhas podem, ocasionalmente, permanecer deformadas.
Para o tratamento de candidíase vaginal, deve ser administrada 1 dose única oral de
Zoltec® 150 mg.
Para reduzir a incidência de candidíase vaginal recorrente, deve-se utilizar dose única
mensal de Zoltec® 150 mg. A duração do tratamento deve ser individualizada, mas varia de
4 a 12 meses. Algumas pacientes podem necessitar de um regime de dose mais freqüente.
Para balanite por Candida, deve ser administrada 1 dose única oral de Zoltec® 150 mg.

Uso em Crianças
Dose única de Zoltec® 150 mg não é recomendado para crianças menores de 18 anos de
idade, exceto sob supervisão médica.
Uso em Idosos
Dose única de Zoltec® 150 mg não é recomendado para pacientes acima de 60 anos de
idade, exceto sob supervisão médica.
Uso em Pacientes com Insuficiência Renal
Zoltec® 150 mg é excretado predominantemente de forma inalterada na urina. Não são
necessários ajustes na terapia com dose única ou com dose única semanal em pacientes
com insuficiência renal leve a moderada. Em pacientes com insuficiência renal que utilizarão
doses múltiplas de fluconazol, uma dose inicial de 50 mg a 400 mg pode ser adotada. Após
a dose inicial, a dose diária (de acordo com a indicação) deve estar baseada na tabela a
seguir:

fluconazol bula fluconazol

 

Dose Omitida
Caso o paciente esqueça de utilizar Zoltec® 150 mg no horário estabelecido, ele deve fazê-
lo assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de administrar a próxima

dose, o paciente deve desconsiderar a dose esquecida e administrar apenas a próxima.
Neste caso, o paciente não deve utilizar a dose duplicada para compensar a dose
esquecida. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

 

INDICAÇÕES DO ZOLTEC – FLUCONAZOL

O tratamento pode ser iniciado antes que os resultados dos testes de cultura ou outros
testes laboratoriais sejam conhecidos. Entretanto, assim que estes resultados forem
disponíveis, o tratamento antiinfeccioso deve ser ajustado adequadamente.
Zoltec® 150 mg (fluconazol) está indicado para o tratamento das seguintes condições:
• Candidíase vaginal aguda e recorrente, e balanites por Candida, bem como profilaxia
para reduzir a incidência de candidíase vaginal recorrente (3 ou mais episódios por ano).
• Dermatomicoses, incluindo Tinea pedis, Tinea corporis, Tinea cruris, Tinea unguium
(onicomicoses) e infecções por Candida.

CONTRA-INDICAÇÕES DO ZOLTEC – FLUCONAZOL

Zoltec® 150 mg (fluconazol) é contra-indicado a pacientes com conhecida sensibilidade ao
fármaco, a compostos azólicos ou a qualquer componente da fórmula.
A co-administração com terfenadina é contra-indicada a pacientes recebendo fluconazol.
(vide “Interações Medicamentosas”).
A co-administração de cisaprida é contra-indicada a pacientes recebendo fluconazol (vide
“Interações Medicamentosas”).

ADVERTÊNCIAS DO ZOLTEC – FLUCONAZOL

O fluconazol tem sido associado com raros casos de toxicidade hepática grave incluindo
fatalidades, principalmente em pacientes com enfermidade de base grave. Em casos de
hepatotoxicidade associada ao fluconazol, não foi observada qualquer relação com a dose
total diária, duração do tratamento, sexo ou idade do paciente. A hepatotoxicidade causada
pelo fluconazol tem sido geralmente reversível com a descontinuação do tratamento.
Pacientes que apresentam testes de função hepática anormais durante o tratamento com
fluconazol devem ser monitorados para verificar o desenvolvimento de danos hepáticos
mais graves. O fluconazol não deve ser usado novamente se houver o aparecimento de
sinais clínicos ou sintomas relacionados ao desenvolvimento de danos hepáticos que
possam ser atribuídos ao fluconazol.
Alguns pacientes têm desenvolvido raramente reações cutâneas esfoliativas durante o
tratamento com fluconazol, tais como Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica
tóxica. Pacientes portadores do vírus HIV são mais predispostos a desenvolver reações
cutâneas graves a diversos fármacos. Caso ocorra rash que seja considerado atribuível ao
fluconazol, o medicamento não deve ser usado novamente e terapia posterior com este
agente deve ser desconsiderada.
Em raros casos, assim como com outros azólicos, tem sido relatada anafilaxia com o uso de
fluconazol.
Alguns azólicos, incluindo o fluconazol, foram associados com o prolongamento do intervalo
QT no eletrocardiograma. Durante o período pós-comercialização, ocorreram casos muito
raros de prolongamento do intervalo QT e torsade de pointes em pacientes recebendo
fluconazol. Estes relatos incluíram pacientes gravemente doentes com vários fatores de
riscos concomitantes que podem ter contribuído para a ocorrência destes eventos, tais
como doença estrutural do coração, anormalidades de eletrólitos e uso de medicamentos
concomitantes.
O fluconazol deve ser administrado com cuidado a pacientes com essas condições
potencialmente pró-arrítmicas.
Pacientes com disfunções renais, cardíacas e hepáticas devem consultar seu médico antes
de iniciar o tratamento com fluconazol.
Os pacientes devem ser informados que a melhoria dos sintomas geralmente começa após
24 horas. Entretanto, pode demorar diversos dias para que os sintomas desapareçam
completamente. Se após alguns dias não ocorrer nenhuma mudança nos sintomas, os
pacientes devem consultar seu médico.

Uso durante a Gravidez
Não existem estudos adequados controlados realizados com mulheres grávidas. Existem
relatos de anormalidades múltiplas congênitas em crianças cujas mães foram tratadas para coccidioidomicose, com altas doses (400-800 mg/dia) de fluconazol por 3 meses ou mais. A relação entre o uso de fluconazol e esses eventos não está definida (vide “Dados de Segurança Pré-Clínicos”).

Fluconazol não deve ser usado por mulheres que estão grávidas ou por mulheres que
tenham potencial de engravidar, a menos que seja empregado um método contraceptivo
adequado
Zoltec® 150 mg está classificado na categoria C de risco na gravidez. Portanto, este
medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou
do cirurgião-dentista.

Uso durante a Lactação
O fluconazol é encontrado no leite materno em concentrações semelhantes as do plasma.
Desta maneira seu uso em mulheres lactantes não é recomendado.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas
A experiência tem mostrado que é improvável o comprometimento da habilidade para dirigir
ou operar máquinas com o uso do Zoltec® 150 mg.

USO DO ZOLTEC – FLUCONAZOL EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO


Uso em idosos

a dose deverá ser ajustada no caso de insuficiência renal (vide
″Posologia″).

Uso em crianças

dose única de Zoltec® 150 mg não é recomendado para crianças
menores de 18 anos de idade, exceto sob supervisão médica (vide ″Posologia″).

Uso durante a gravidez e lactação

Fluconazol não deve ser usado por mulheres que estão
grávidas ou por mulheres que tenham potencial de engravidar, a menos que seja
empregado um método contraceptivo adequado (vide “Advertências”).
Uso em pacientes com insuficiência renal: (vide ″Posologia″).

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS  DO ZOLTEC – FLUCONAZOL

As seguintes interações medicamentosas relacionam-se ao uso de doses múltiplas de
fluconazol e a relevância para dose única de fluconazol é desconhecido.
Anticoagulantes: em um estudo de interação, o fluconazol aumentou o tempo de
protrombina (12%) após a administração de varfarina em voluntários sadios do sexo
masculino. Durante o período pós-comercialização, assim como outros antifúngicos
azólicos, foram relatados eventos hemorrágicos (hematoma, epistaxe, sangramento
gastrintestinal, hematúria e melena) em associação com o aumento no tempo de
protrombina em pacientes recebendo fluconazol concomitantemente com a varfarina. O
tempo de protrombina em pacientes recebendo anticoagulantes do tipo cumarínicos deve
ser cuidadosamente monitorado.
Azitromicina: um estudo com três braços do tipo “crossover”, aberto, randomizado em 18
voluntários saudáveis avaliou os efeitos da azitromicina, 1200 mg em dose única oral, sobrea farmacocinética de fluconazol, 800 mg em dose única oral, assim como os efeitos de fluconazol sobre a farmacocinética de azitromicina. Não houve interações significantes entre a farmacocinética de fluconazol e azitromicina.

Benzodiazepínicos (ação curta): logo após a administração oral de midazolam, o
fluconazol resultou em um aumento substancial na concentração e nos efeitos psicomotores
do midazolam. Se pacientes tratados com fluconazol necessitarem de uma terapia
concomitante com um benzodiazepínico, uma diminuição na dosagem do benzodiazepínico
deve ser considerada e os pacientes devem ser apropriadamente monitorados.

Cisaprida: foram relatados eventos cardíacos incluindo torsade de pointes, em pacientes
recebendo fluconazol concomitantemente com cisaprida. Um estudo controlado mostrou
que a administração concomitante de dose única de 200 mg de fluconazol e 20 mg quatro
vezes por dia de cisaprida produziu um aumento significante nos níveis plasmáticos de
cisaprida e no prolongamento do intervalo QTc. A co-administração de cisaprida é contraindicada em pacientes recebendo fluconazol.

Ciclosporina: em um estudo de farmacocinética realizado em pacientes com transplante
renal, o fluconazol em doses diárias de 200 mg mostrou aumentar lentamente as
concentrações de ciclosporina. Entretanto, em um outro estudo com doses múltiplas de 100
mg diários de fluconazol, o mesmo não afetou os níveis de ciclosporina em pacientes com
transplante de medula óssea. Recomenda-se, portanto, uma monitoração das
concentrações de ciclosporina em pacientes que estejam recebendo fluconazol

Hidroclorotiazida: em um estudo de interação farmacocinética, a co-administração de
doses múltiplas de hidroclorotiazida em voluntários sadios que estavam recebendo
fluconazol aumentou a concentração plasmática deste último fármaco em 40%. Esta
alteração não deverá requerer mudança do regime de dosagem de fluconazol em pacientes
que estejam recebendo também diuréticos, porém o prescritor deve ter em mente essas
considerações.
Contraceptivos orais: três estudos de farmacocinética com um contraceptivo oral
combinado foram realizados utilizando doses múltiplas de fluconazol. Não foram observados
efeitos relevantes nos níveis de hormônio no estudo com doses diárias de 50 mg de
fluconazol, enquanto que em doses diárias de 200 mg as AUCs (área sob a curva) de
etinilestradiol e levonorgestrel foram aumentadas em 40% e 24% respectivamente. Em um
estudo de fluconazol em dose única semanal de 300 mg, a AUC de etinilestradiol e
noretindrona aumentou em 24% e 13%, respectivamente. Assim, é improvável que o uso de
doses múltiplas de fluconazol nestas doses possa ter efeito na eficácia do contraceptivo oral
combinado.
Fenitoína: a administração concomitante de fluconazol e fenitoína pode aumentar os níveis
deste último fármaco para um grau clinicamente significante. Se for necessário administrar
ambos os fármacos concomitantemente, os níveis de fenitoína deverão ser monitorados e a
dose ajustada para manter os níveis terapêuticos.

Rifabutina: existem relatos de que há uma interação quando o fluconazol é administrado
concomitantemente com a rifabutina, levando a um aumento nos níveis séricos da
rifabutina. Existem relatos de uveíte em pacientes nos quais a rifabutina e o fluconazol
estavam sendo co-administrados. Pacientes recebendo rifabutina e fluconazol
concomitantemente devem ser cuidadosamente monitorados.

Rifampicina: a administração de fluconazol concomitantemente com a rifampicina resultou
em uma redução de 25% na AUC (área sob a curva) e de 20% na meia-vida de fluconazol.
Em pacientes que estejam recebendo terapia concomitante à rifampicina deve ser
considerado um aumento da dose de fluconazol.

Sulfoniluréias: o fluconazol demonstrou prolongar a meia-vida plasmática de sulfoniluréias
orais (clorpropamida, glibenclamida, glipizida e tolbutamida) quando administrado
concomitantemente às mesmas em voluntários sadios. O fluconazol e sulfoniluréias orais
podem ser co-administrados a pacientes diabéticos, porém deve ser considerada a
possibilidade de episódios de hipoglicemia.

Tacrolimo: existem relatos de que há interação quando o fluconazol é administrado
concomitantemente com tacrolimo, levando a um aumento nos níveis séricos de tacrolimo.
Existem relatos de nefrotoxicidade em pacientes nos quais o tacrolimo e fluconazol estavam
sendo co-administrados. Pacientes recebendo tacrolimo e fluconazol concomitantemente
devem ser cuidadosamente monitorados.

Terfenadina: foram realizados estudos de interação devido à ocorrência de graves arritmias
secundárias ao prolongamento do intervalo QTc em pacientes recebendo antifúngicos
azólicos em associação com terfenadina. Um estudo demonstrou que doses de fluconazol
de 200 mg diários não prolongam o intervalo QTc. Um outro estudo, com doses diárias de
fluconazol de 400 mg ou maiores, demonstrou o aumento significativo dos níveis
plasmáticos de terfenadina quando administrados concomitantemente. Devido ao elevado
potencial desta interação, a co-administração de terfenadina é contra-indicada à pacientes
recebendo fluconazol (vide “Contra-Indicações”).

Teofilina: em um estudo de interação placebo-controlado, a administração de 200 mg
diários de fluconazol durante 14 dias resultou numa redução de 18% na média da taxa do
clearance plasmático de teofilina. Pacientes que estejam recebendo altas doses de teofilina,
ou que estejam sob risco elevado de toxicidade à teofilina, deverão ser observados quanto
aos sinais de toxicidade à mesma enquanto estiverem recebendo fluconazol e se houver o
desenvolvimento de sinais de toxicidade, deve ser feita uma alteração apropriada da
terapia.

Zidovudina: a AUC (área sob a curva) de zidovudina aumentou significativamente durante
a co-administração com fluconazol. Os pacientes recebendo esta combinação devem ser
monitorados devido ao desenvolvimento de reações adversas relacionadas à zidovudina.
O uso de fluconazol em pacientes recebendo concomitantemente astemizol, ou outros fármacos metabolizados pelo sistema do citocromo P450, pode ser associado com elevações nos níveis séricos dessas drogas. Na ausência de uma informação definitiva, deve-se ter cuidado quando o fluconazol for co-administrado. Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados.

Estudos de interação têm demonstrado que quando fluconazol é administrado por via oral
concomitantemente com alimentos, cimetidina, antiácidos ou após irradiação corporal total
devido a transplante de medula óssea, não ocorre alteração clinicamente significante na
absorção deste agente.

Deve-se considerar que, embora estudos de interações medicamentosas com outros
fármacos não tenham sido realizados, tais interações poderão ocorrer.

REAÇÕES ADVERSAS AO ZOLTEC – FLUCONAZOL

Zoltec® 150 mg (fluconazol) geralmente é bem tolerado. Os efeitos indesejáveis mais
comumente observados durante estudos clínicos de candidíase vaginal associados ao
fluconazol com incidência ≥ 1% são:
Sistema Nervoso: cefaléia;
Gastrintestinal: dor abdominal, diarréia, flatulência, dispepsia, náusea;
Hepatobiliar: toxicidade hepática incluindo casos raros de fatalidades, elevação dos níveis
de fosfatase alcalina, bilirrubina, TGO e TGP;
Pele e Tecido Subcutâneo: rash.
Em alguns pacientes, particularmente aqueles com enfermidades de base graves, tais como
portadores do vírus HIV e câncer, foram observadas alterações nos resultados dos testes
das funções hematológica e renal e anormalidades hepáticas (vide “Advertências”) durante
o tratamento com fluconazol e agentes comparativos; entretanto o significado clínico e a
relação com o tratamento são incertos.
Além disso, os seguintes efeitos indesejáveis ocorreram durante o período póscomercialização:
Sangüíneo e Linfático: leucopenia incluindo neutropenia, agranulocitose, trombocitopenia;
Sistema Imunológico: anafilaxia (incluindo angioedema, edema facial, prurido, urticária);
Metabólico e Nutricional: hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, hipocalemia;
Sistema Nervoso: tontura, convulsões, distúrbio de paladar;
Cardíaco: prolongamento do intervalo QT, torsade de pointes (vide “Advertências”);
Gastrintestinal: vômito.
Hepatobiliar: insuficiência hepática, hepatite, necrose hepatocelular, icterícia;
Pele e Tecido Subcutâneo: alopecia, distúrbios esfoliativos da pele incluindo Síndrome de
Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.

SUPERDOSE DE ZOLTEC – FLUCONAZOL

Foram relatados casos de superdose com fluconazol. Em um dos casos, um paciente de 42
anos infectado com o vírus da imunodeficiência humana apresentou alucinações e exibiu
um comportamento paranóico após a ingestão relatada de 8.200 mg de fluconazol. O
paciente foi hospitalizado e sua condição foi resolvida em 48 horas.
Quando ocorrer superdose, o tratamento sintomático poderá ser adotado, incluindo se
necessário, medidas de suporte e lavagem gástrica. O fluconazol é amplamente excretado
na urina; a diurese forçada deverá aumentar a taxa de eliminação. Uma sessão de
hemodiálise de 3 horas diminui os níveis plasmáticos em aproximadamente 50%.

ARMAZENAGEM  DO ZOLTEC – FLUCONAZOL

O medicamento deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido
da luz e umidade.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa.

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS  DO ZOLTEC – FLUCONAZOL

Propriedades Farmacodinâmicas
O fluconazol, um membro da classe dos agentes antifúngicos triazólicos, é um inibidor
potente e específico da síntese fúngica de esteróides.
O tempo médio para início do alívio dos sintomas após a administração de dose única oral
de Zoltec® 150 mg para o tratamento da candidíase vaginal é de 1 dia. A variação do tempo
para início do alívio dos sintomas é de 1 hora a 9 dias.
Foram relatados casos de superinfecção por outras espécies de Candida que não C.
albicans, as quais muitas vezes não são suscetíveis ao fluconazol (por exemplo, Candida
krusei). Esses casos podem requerer terapia antifúngica alternativa.
O fluconazol é altamente específico para as enzimas dependentes do citocromo fúngico
P450.

Propriedades Farmacocinéticas
Após administração oral, o fluconazol é bem absorvido e os níveis plasmáticos e de
biodisponibilidade sistêmica estão acima de 90% dos níveis obtidos após administração
intravenosa. A absorção oral não é afetada pela ingestão concomitante de alimentos. Em
jejum, os picos de concentração plasmática ocorrem entre 0,5 e 1,5 hora após a dose, com
meia-vida de eliminação plasmática de aproximadamente 30 horas. As concentrações
plasmáticas são proporcionais à dose. O volume aparente de distribuição aproxima-se do
volume total corpóreo de água. A ligação às proteínas plasmáticas é baixa (11-12%).
O fluconazol apresenta boa penetração em todos os fluidos corpóreos estudados. Os níveis
de fluconazol na saliva e escarro são semelhantes aos níveis plasmáticos.
A principal via de excreção é a renal, com aproximadamente 80% da dose administrada
encontrada como fármaco inalterado na urina. O clearance do fluconazol é proporcional ao
clearance da creatinina. Não há evidência de metabólitos circulantes.
A meia-vida longa de eliminação plasmática serve de suporte para a terapia de dose única
para candidíase vaginal e dose única diária ou semanal para outras indicações.

Farmacocinética em Idosos
Um estudo farmacocinético foi conduzido em 22 indivíduos com 65 anos de idade ou mais,
recebendo dose única oral de 50 mg de fluconazol. Dez desses indivíduos receberam
diuréticos concomitantemente. A Cmáx foi de 1,54 mcg/mL e ocorreu 1,3 horas após a
administração. A AUC média foi de 76,4 ± 20,3 mcg.h/mL e a meia-vida terminal média foi
de 46,2 horas. Esses valores dos parâmetros farmacocinéticos são maiores do que os
valores análogos relatados em voluntários jovens, normais e do sexo masculino. A coadministração de diuréticos não alterou significativamente a AUC ou a Cmáx. Além disso, o
clearance de creatinina (74 mL/min), a porcentagem de fármaco inalterado recuperado na
urina (0-24 hs, 22%) e o clearance renal de fluconazol estimado (0,124 mL/min/kg) para os

indivíduos idosos geralmente foram menores do que aqueles encontrados nos voluntários
jovens. Assim, a alteração da disposição de fluconazol em indivíduos idosos parece estar
relacionada à redução da função renal característica deste grupo. Um comparativo da meiavida de eliminação terminal versus o clearance de creatinina de cada indivíduo comparado
com a curva prevista de meia-vida – clearance de creatinina derivado de indivíduos normais
e indivíduos com variação no grau de insuficiência renal indicaram que 21 de 22 indivíduos
caíram dentro da curva prevista de meia-vida – clearance de creatinina (limite de confiança
de 95%). Esses resultados são consistentes com a hipótese de que valores maiores para os
parâmetros farmacocinéticos observados em pacientes idosos comparados com voluntários
jovens normais do sexo masculino são devido à redução da função renal que é esperada
nos pacientes idosos.

Dados de Segurança Pré-Clínicos
Toxicidade na reprodutiva
Eventos adversos fetais foram observados em animais somente com níveis altos de doses
associados com toxicidade maternal. Não houve efeitos nos fetos com doses de 5 ou 10
mg/kg. Aumentos de variantes anatômicas (costelas supranumerárias, dilatação da pelve
renal) e retardo de ossificação no feto foram observados com doses de 25 e 50 mg/kg ou
doses maiores. Com doses variando de 80 mg/kg (aproximadamente 20 a 60 vezes a dose
recomendada para humanos) a 320 mg/kg, a embrioletalidade em ratos foi aumentada e
anormalidades fetais incluíram ondulação de costelas, fissura palatina e ossificação craniofacial anormal. Esses efeitos são consistentes com a inibição da síntese de estrógeno em
ratos e podem ser resultado dos conhecidos efeitos de queda de estrógeno durante a
gravidez, organogênese e durante o parto.
Carcinogênese
O fluconazol não apresentou qualquer evidência de potencial carcinogênico em
camundongos e ratos tratados por 24 meses com doses orais de 2,5; 5 ou 10 mg/kg/dia
(aproximadamente 2-7 vezes maiores que a dose recomendada para humanos). Ratos
machos tratados com 5 e 10 mg/kg/dia apresentaram um aumento na incidência de
adenomas hepatocelulares.
Mutagênese
O fluconazol, com ou sem ativação metabólica, apresentou resultado negativo em testes
para mutagenicidade em 4 cepas de S. typhimurium e na linhagem de linfoma L5178Y de
camundongos. Estudos citogenéticos in vivo (células da medula óssea de murinos, seguido
de administração oral de fluconazol) e in vitro (linfócitos humanos expostos a 1.000 µg/mL
de fluconazol) não demostraram evidências de mutações cromossômicas.

Alterações na Fertilidade
O fluconazol não afetou a fertilidade de ratos machos ou fêmeas tratados oralmente com
doses diárias de 5, 10 ou 20 mg/kg ou doses parenterais de 5, 25 ou 75 mg/kg, embora o
início do trabalho de parto tenha sido levemente retardado com doses orais de 20 mg/kg.
Em um estudo perinatal intravenoso com ratos e doses de 5, 20 e 40 mg/kg, foram
observados distocia e prolongamento do parto em algumas fêmeas com dose de 20 mg/kg
(aproximadamente 5-15 vezes maior que a dose recomendada para humanos) e 40 mg/kg,
mas não com 5 mg/kg. Os distúrbios no parto foram refletidos por um leve aumento no
número de filhotes natimortos e redução da sobrevivência neonatal nestes níveis de dose.

Os efeitos no parto em ratos se mostraram consistentes com a propriedade espécie específica de diminuir o estrógeno, produzida por altas doses de fluconazol. Esta
modificação hormonal não foi observada em mulheres tratadas com fluconazol.

RESULTADOS DE EFICÁCIA
Candidiase Vaginal
Fluconazol (150 mg, dose única oral) é tão efetivo quanto o clotrimazol (200 mg,
intravaginal, por 3 dias) para o tratamento de candidíase vaginal, segundo estudo
randomizado que envolveu 369 mulheres. Após 16 dias a taxa de cura clínica foi de 99% e
97% e de cura microbiológica de 85% e 81%, respectivamente. Após 27 a 62 dias a taxa de
cura microbiológica também se manteve significantemente maior no grupo que usou o
fluconazol (72% vs 62%).

Em outro trabalho, a eficácia do fluconazol (150 mg, dose única oral) em comparação ao
clotrimazol (500 mg, intravaginal, dose única) também foi comprovada. Quarenta e três
pacientes com candidíase vaginal foram avaliadas e após 8 dias do tratamento houve
erradicação completa da Candida albicans em 87% das que usaram fluconazol contra 75%
das que usaram clotrimazol. A reavaliação após 32 dias demonstrou a manutenção da
erradicação do fungo em 87% e 60%, respectivamente. As pacientes tratadas com
fluconazol apresentaram alívio mais rápido dos sintomas.

Resultado similar foi observado por Van Heusden et al (1994) que avaliou 471 mulheres
com a posologia de fluconazol e clotrimazol igual a do trabalho anterior. Após sete dias do
final do tratamento a taxa de cura foi de 82% com fluconazol e 76% com clotrimazol. A
reavaliação após 28 dias mostrou taxas de 75% e 72%, respectivamente.

Um estudo envolvendo 229 mulheres observou taxa de cura micológica similar entre
fluconazol (150 mg oral, dose única), itraconazol (200 mg, dose única oral) e clotrimazol
(creme vaginal a 1% ou supositório vaginal 500 mg). Estas taxas foram de 83%, 96% e
95%, respectivamente.

Em comparação ao cetoconazol (200 mg/dia, 2 vezes ao dia, durante 5 dias) a dose única
de fluconazol (150 mg) por via oral mostrou mesma efetividade em um estudo duplo-cego
que envolveu 183 pacientes.

Nenhuma diferença significativa de eficácia e segurança foi identificada na comparação
entre fluconazol (150 mg via oral, dose única) com miconazol (1200 mg intravaginal) em
estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo realizado em 99 pacientes com
vaginite por candida.

Em 556 mulheres com vaginite por Candida recorrente ou severa, o fluconazol 300mg por 3
dias é significativamente mais eficaz do que 150 mg pelo mesmo período.

Dermatomicoses
O fluconazol oral (150 mg, dose única) mostrou-se tão eficaz e seguro quanto o clotrimazol
tópico (creme a 1%, 2 vezes ao dia por 2 a 4 semanas, ou 6 se Tinea Pedis) em infecções
fúngicas superficiais (incluindo Tinea Corporis, Tinea Cruris, Tinea Pedis e candidíase
cutânea) segundo estudo realizado com 391 pacientes. A taxa de cura foi de 85% e 82%,
respectivamente para Tinea Corporis, 90% e 88% para Tinea Cruris, 81% e 72% para Tinea

Pedis e de 100% nos dois grupos para candidíase cutânea. Após 1 mês da última dose as
taxas de cura mantidas foram de 75% no grupo com fluconazol e 80% no grupo com
clotrimazol para Tinea Corporis, 90% e 100% para Tinea Cruris, 79% e 91% para Tinea
Pedis e de 100% e 71% para candidíase cutânea.

Em comparação com a griseofulvina (500 mg/dia por 4 a 6 semanas) o fluconazol (150 mg
dese única diária, semanal) mostrou eficácia similar para o tratamento de 230 pacientes
com dermatomicoses. Após 6 semanas de tratamento pacientes com Tinea corporis e Tinea
cruris a taxa de cura foi de 74% nos usuários de fluconazol e 62% nos de griseofulvina.

Em um estudo randomizado, duplo-cego, 128 pacientes com tinea versicolor receberam
fluconazol (300 mg, dose única oral, 2 vezes com intervalo de 15 dias entre as doses) ou
cetoconazol (400 mg, dose única oral, 2 vezes com intervalo de 15 dias entre as doses). A
taxa de cura máxima foi de 90% e 88% para fluconazol e cetoconazol, respectivamente, e
foram alcançadas em 8 semanas após o inicio do tratamento.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO DO ZOLTEC – FLUCONAZOL

O medicamento deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido
da luz e umidade.

 

DIZERES LEGAIS

MS – 1.0216.0044
Farmacêutica Responsável: Raquel Oppermann – CRF-SP nº 36144
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190-001 – Guarulhos – SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.
Fale Pfizer 0800-16-7575
www.pfizer.com.br
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
19/01/09

 

set 23, 2012 by